Medicina Interna

A  Medicina Interna é considerada como a mãe de todas as especialidades médicas, tendo como função reintegrar conhecimentos dispersos pelas diferentes especialidades e subespecialidades que dela nasceram. A Medicina interna deve permitir integrar e coordenar patologias, tratando um doente como um todo. Deve distinguir-se da Clínica Geral, não só porque tratará apenas doenças do foro médico, excluindo doenças do foro cirúrgico, a pediatria e outras, mas também porque como especialidade hospitalar, deve ser exercida fundamentalmente a nível dos cuidados diferenciados, sobre doentes geralmente triados anteriormente pelos clínicos gerais.

O internista trata patologias prevalentes em todos os escalões etários, embora seja um especialista dedicado a doenças que afectam fundamentalmente adultos e seniores. Assim, o internista tem um papel essencial na equipa médica pluridisciplinar, uma vez que posiciona-se como o melhor conhecedor da fisiopatologia global do doente, permitindo, na articulação com outros especialistas, a integração da patologia dominante no conjunto fisiopatológico do doente, naquele momento específico do seu ciclo de vida. (Baseado no despacho 23/86 do Diário da República)

Dr. Eduardo Mata, Hospital Militar principal